Presentación de Perdemos o tren, de Manuel Monge

A Manuel Monge Perdemos o trensegunda feira, luns, 9 de febreiro, ás 20:00 horas, terá lugar a presentación do libro Perdemos o tren. As claves políticas do atraso, de Manuel Monge, publicado pola editorial Difusora.
Tras ter analizado en diferentes ensaios a realidade galega, o autor achéganos o seu último traballo sobre os camiños de ferro en Galiza. Ao finalizar o acto, asinará exemplares das súas obras a quen así o desexar. A entrada é libre.

Galiza perde o tren –teremos un tren de alta velocidade de conexión coa Meseta case trinta anos despois de que o AVE chegase a Sevilla– porque así o decidiron os sucesivos gobernos do estado e non pola nosa climatoloxía, orografía, dispersión da poboación ou dificultades técnicas. As liñas Ourense-Vigo e A Coruña-Ferrol quedan para despois de 2021 e non temos tren de proximidade.
Non se pode entender este atraso sen analizar as súas raíces: a decisión política que toma o Goberno de Felipe González en 1993 coa aprobación do PDI, que deixa Galiza fóra da alta velocidade e as decisións que toma o Goberno de Aznar desde 1996 proxectando para Galiza un tren de terceira categoría. Esa vontade política reflíctese nos Orzamentos do Estado onde as partidas para o tren galego son practicamente inexistentes até o ano 2002. Foron as concorridas e exemplares mobilizacións cívicas que protagonizou a sociedade galega despois da catástrofe do Prestige as que cambiaron o rumbo e forzaron a aprobación do chamado Plan Galicia, que cambiou radicalmente os proxectos ferroviarios.
O libro recolle a pouca credibilidade dalgúns gobernantes que durante anos mantiveron o ano 2006 como referencia para a chegada da alta velocidade, despois o 2010, despois 2012, despois 2015, e despois… nin se sabe, enganando á cidadanía galega co único obxectivo de conseguir máis votos.
Soportamos durante anos numerosas promesas e mentiras apoiadas en campañas de propaganda pagadas pola Xunta e o goberno. Os acordos do Parlamento de Galicia e do Congreso dos Deputados foron sistematicamente incumpridos ou boicoteados. Hai que acabar con esta farsa.

Lançamento de O Pequeno é grande. Agricultura familiar como alternativa: o caso galego, de Emilio Carral Vilariño e Xoán Carlos Carreira

AO Pequeno é grande quinta-feira 18 de Dezembro, ás 20:00 horas, terá lugar o lançamento de O Pequeno é grande. Agricultura familiar como alternativa: o caso galego, de Emilio Carral Vilariño e Xoán Carlos Carreira Pérez, publicado por Através Editora. Os autores estarão acompanhados do professor da USC, Lourenzo Fernández Prieto.

O Pequeno é grande. A agricultura familiar como alternativa: O caso galego é um novo número da coleçom Através das Ideias centrado na importáncia da agricultura em pequena escala. Umha combinaçom de revisões bibliográficas, investigações e conclusons próprias dos autores, hipóteses e ideias prospetivas, que tenciona apresentar um conjunto de ideias e propostas para incentivar um debate necessário na nova fase que deverá começar para a agricultura galega.
Um ensaio que aspira, portanto, a ser um ponto de partida, nom de chegada. Os professores Xoán Carlos Carreira e Emilio Carral procuram respostas para as perguntas chave: Quem habita hoje o meio rural? Quais som os diferentes tipos de exploraçons agrárias galegas na atualidade? Qual é o papel da agricultura em pequena escala? No século XXI, o minifúndio continua a ser um problema para o desenvolvimento agrário da Galiza ou, de algumha maneira, é umha agricultura de precisom, feita, isso sim, com base num enorme esforço? Até que ponto som certas as ideias em que se funda a consideraçom das pequenas explorações labregas familiares como marginais? Até que ponto podem ter um papel importante no novo paradigma da agricultura entendida nom só como produtora de alimentos mas também como fornecedora de serviços à sociedade?

Lançamento de Emigrantes, exilados e perseguidos. A comunidade portuguesa na Galiza (1890-1940), de Dionísio Pereira

A quinta-feira 12 de Junho, às 20:00 horas, apresenta-se o livro Emigrantes, exilados e perseguidos. A comunidade portuguesa na Galiza (1890-1940), de Dionísio Pereira, publicado por Através Editora, com a presença do próprio autor. Apresenta Uxío-Breogán Diéguez Cequiel, historiador e professor da Universidade da Corunha.

Emigrantes, exilados e perseguidos. A comunidade portuguesa na Galiza (1890-1940) é o título da última publicação da Através Editora, carimbo editorial da AGAL, um trabalho de história transnacional que visa aprofundar na recuperação da memória coletiva entre ambos países. Dionísio Pereira, historiador e economista, é o autor deste ensaio que mostra os efeitos da perseguição política perpetrada pelos franquistas, depois do golpe do 36, contra cidadãos de origem portuguesa residentes ou exilados na Galiza.
Uma pesquisa histórica centrada nas décadas anteriores a julho de 1936 que identifica o coletivo português como uma coletividade integrada secularmente na sociedade galega. A descoberta da sua importância naquele contexto repressivo permitem uma nova abordagem da sua presença como corrente migratória, do seu grau de integração laboral e social e também avançar na caracterização das perseguições perpetradas pelos golpistas. O autor procura, desde finais do século XIX, como é a sua incorporação ao mercado de trabalho e como se produz a progressiva integração de multidão de trabalhadores de além Minho nas organizações operárias galaicas, mesmo a nível de dirigentes, como prólogo das perseguições de que foram alvo após o golpe militar de 1936.
A conivência do regime de Oliveira Salazar com o golpe contra a República espanhola é bem historiada: desde a participação da coluna de voluntários dos “Viriatos” à expulsão de fugidos e extradição de perseguidos a território rebelde. Porém, a presença portuguesa do ponto de vista das vítimas está pouco documentada e analisada. Trata-se de um assunto muito significativo, quase desconhecido como fenómeno coletivo, que permite nesta altura formular várias perguntas: a perseguição sofreram-na enquanto portugueses ou enquanto cidadãos ou habitantes do território espanhol? Por que foi obscurecida na memória e na história? A invisibilidade deste coletivo reflete a integração ou a ocultação deliberada?

Lançamento de Conversas com Isaac Alonso Estraviz

A sexta feira 14 de Março, às 20:00 horas, na A. C. Alexandre Bóveda (Rua Olmos, 16-18, 1º) da Corunha, apresenta-se Conversas com Isaac Alonso Estraviz, de Bernardo Penabade, publicado por Através Editora. No acto, coorganizado com esta Livraria, participam, junto ao autor e o próprio Isaac Alonso Estraviz, Miguel R. Penas. Estarão acompanhados musicalmente por Miro Casabella e Quintas Canellas.

“Durante vários anos Bernardo Penabade manteve um longo diálogo com o lexicógrafo Isaac Alonso Estraviz ao que agora podemos aceder através destas Conversas. Uma publicação que nos permite aprofundar no conhecimento de uma das figuras mais relevantes no estudo da língua e literatura galegas.
Construtor e coordenador do dicionário mais completo em galego-português, através deste livro poderemos conhecer melhor o professor, o monge, o ativista, o estudioso,… A figura de Estraviz, e o seu perfil humano e profissional deixa de ser privativo daqueles círculos que tiveram relacionamento com ele durante os seus mais de trinta anos de trabalho.
No relato poderemos conhecer à criança, às suas lembranças na aldeia, em Vila-Seca, da sua chegada ao mosteiro de Usseira, da vida no mosteiro e dos inícios da sua formação humanística. O posterior desterro e mesmo o abandono do monacato abre uma nova etapa na sua vida, completando a sua formação, morando em várias cidades –Madrid, Lisboa,…- e construindo e coordenando a sua maior obra: o mais completo dicionário de galego-português.”